quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Impressão digital - Antonio Gedeão

Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.

Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores,
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.

Nas ruas ou nas estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros gnomos e fadas
num halo resplandescente.

Inútil seguir vizinhos,
que ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.

Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes? São gigantes.


É tão bonito saber que "é tudo muito relativo". Pena que nem todos conseguem compreender isso. Ainda falta muito para que a humanidade compreenda que "uma coisa não precisa acontecer pra ser verdade". Falta aquela empolgação, aquela entrega que todo mundo tem quando é criança. Talvez a cura para as mazelas do mundo seja apenas resgatar a criança interior...
Mas o sistema exige que sejamos "adultos". Grande coisa.

2 comentários:

Anônimo disse...

nao aparece na net mais menina

mahh disse...

tem razão.




sinto muito pela ufpr...
mas, em qual colocação vc ficou?



beijos