segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Marília
por Ana de Andrade

O computador desligado em meio
Meias e outras roupas espalhadas pelo chão

Pilhas de papéis sobre a mesa
Sob as pilhas de papéis, farelos de pão

E ela maestralmente finge não perceber
-E desapercebidamente deixa-me constrangida-

Mas entre inúmeros e desconexos pensamentos,
Penso que necessito dela em minha vida.



(aaah!)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

"Ana
por Ana de Andrade

(aná)fora,
(ana)nás
(ana)gramas,
(aná)tema
(ana)lógica
(ana)crônica."



(é impressionante como eu consigo me superar.. é um poema pior que o outro, meu Deus do céu)


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Infância (com licença, Carlos)

"Meu pai montava no carro, ia para Registro.
Mamãe ficava na escola dando aula.
Meu irmão pequeno brincava.
E eu, sozinha menina entre apostilas,
lia a comprida história de Harry Potter,
comprida história que não acaba mais.

Na quatro-e-meia escura da madruga uma voz que aprendeu
a acordar cedo nos longes da roça - e nunca se esqueceu
chamava para o banho.
Banho demorado que nem aula
banho gostoso.
banho bom.

Minha mãe ficava sentada fazendo cadernetas
sem olhar para mim.
- Psiu... abaixe essa TV!
Para a TV que acabou de ser ligada.
E dava um suspiro... que fundo!

Lá longe meu pai campeava
No mato sem fim do Vale do Ribeira.

E eu não sabia que a minha história
era mais bonita que a história de Harry Potter."


(blleeehh.. um dia eu ainda aprendo a ser poeta! se é que se aprende isso, né? :S)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Tempo, tempo, tempo, tempo...

Hora de ter saudade - Guilherme de Almeida

Houve aquele tempo!
(e agora, que a chuva chora,
ouve aquele tempo!)


Adoro esse haicai. E adoraria ter mais tempo. Ah, que vontade de ser uma personagem de algum livro... Só para ter todos os meus passos devidamente registrados e minha imortalidade garantida.

Mas, bem ou mal, sou apenas uma menina de carne e osso. E como é difícil ter de cuidar de preservar minhas memórias, meus amigos, meus ideais! Quanto mais o tempo passa mais tenho a impressão de que estou me afastando daquilo que um dia eu esperei ser. Mas não reclamo disso, não. Como se diz por aí "só os tolos não mudam de idéias".

É duro saber que temos realmente de lutar por nossos sonhos. Malditos enlatados dos U.S.A. de nove às seis!! Mas... vamos lá... por mais que seja uma "espada ardido", o tempo não vai parar, e preciso ficar atenta para que eu consiga viver, e não apenas existir.

(Eu não devia te dizer
mas esse vestibular
mas esses hamburgueres
botam a gente comovido como o diabo!)


P.S.: vai entender o que eu quis dizer!